Guia · Adultos · TDAH e função executiva

Existe um tipo de tarefa que você não faz justamente porque ela é fácil.

Se fosse difícil, teria plano, prazo, alguém cobrando. Como leva noventa segundos, está há onze dias em cima da mesa. Este guia explica por que isso acontece, e o que montar no lugar da força de vontade.

PDF · leitura de ~40 minutos · acesso imediato · reembolso em até 7 dias

Você conhece a cena.

A conta está em cima da mesa. Você sabe o valor, sabe o vencimento, sabe que pagar leva noventa segundos no aplicativo. Não é medo, não é falta de dinheiro. Você passa por ela oito vezes por dia, onze dias seguidos.

No décimo segundo dia, ela vence. Aí você paga. Em noventa segundos.

A explicação que você deu a si mesmo tem vinte anos e uma palavra: preguiça. Só que preguiça não explica a noite que você virou terminando um trabalho. Não explica as quatrocentas páginas que você leu numa terça-feira porque o assunto capturou. Preguiça não escolhe justamente as tarefas de noventa segundos e deixa passar as de dezesseis horas.

O que você tem não é falta de capacidade. É outra coisa, e ela tem mecanismo.

Por que as dicas de produtividade falharam com você.

Três aplicativos de tarefas no celular. Dois abandonados na segunda semana. O problema nunca foi o aplicativo: consultar a lista também é uma tarefa, e é do tipo que você não inicia.

Quase todo método tem um pré-requisito que ninguém declara. Ele pede de entrada exatamente a função que, em quem trava, está comprometida:

  • Lista de tarefas resolve: esquecimento
    pressupõe: lembrar de consultar a lista
  • Pomodoro (25 min) resolve: dispersão durante
    pressupõe: conseguir dar o start no cronômetro
  • Agenda / planner resolve: desorganização
    pressupõe: rotina de manutenção diária
  • "Divida em passos menores" resolve: tarefa intimidante
    pressupõe: conseguir iniciar o passo menor
  • Acordar mais cedo resolve: "falta de tempo"
    pressupõe: que o problema fosse tempo

É por isso que segunda-feira ia ser diferente. E foi, por seis dias. O método não era ruim. Ele deixou de ser novo, e a novidade era o único combustível.

E a última linha é a mais cruel: você não deixou de pagar a conta por falta de tempo. Você teve onze dias. O recurso escasso nunca foi tempo.

As sete situações do guia: a conta na mesa, o e-mail sem resposta, a louça e a casa, a consulta adiada, o projeto do terceiro dia, o remédio esquecido e a noite que não termina.

Um guia sobre a distância entre saber e fazer.

"Eu Sei o Que Fazer. Eu Só Não Começo." parte de uma distinção que muda a pergunta: querer e iniciar são funções diferentes, e podem falhar separadamente. Você já quer. Querer nunca foi o problema. O guia trabalha no outro lado: como construir o disparo por fora quando ele não vem de dentro.

Parte 1 de 3

Por que você trava

A cena da conta, o erro de leitura ("é caráter"), os quatro disparadores que ligam o início, e por que nenhum deles obedece você. Termina onde as dicas de produtividade quebram: o pré-requisito escondido.

Parte 2 de 3

O que fazer

Um princípio, "se um sistema depende de você lembrar de usá-lo, ele já falhou", e sete situações resolvidas uma a uma:

  • a conta na mesa
  • o e-mail sem resposta
  • a louça e a casa
  • a consulta adiada
  • o projeto do terceiro dia
  • o remédio esquecido
  • a noite que não termina

Mais o capítulo para os dias em que nada funciona.

Parte 3 de 3

O próximo passo

Quando isso vira assunto de profissional, o que uma avaliação séria faz (e o que ela não é), e por que "não é isso" também é resposta.

O que este guia não faz.

Não diagnostica

Reconhecer-se nas cenas não confirma TDAH: as mesmas dificuldades aparecem em ansiedade, depressão, sono ruim crônico. Se você se reconhecer, isso é motivo para investigar com profissional, não para concluir sozinho.

Não substitui avaliação nem tratamento

É material psicoeducativo: organiza o cotidiano enquanto você decide o próximo passo, ou enquanto ele acontece.

Não garante que cada estratégia funcione com você

O próprio guia avisa: nenhuma funciona para todo mundo, nenhuma funciona para sempre, e trocar de sistema é parte do sistema.

Não cobre tudo

São as sete situações mais comuns do cotidiano adulto, não todas as situações possíveis.

Juliano Carmo, psicólogo clínico

Quem escreveu

Juliano Carmo é psicólogo clínico (CRP 18/7362). Pós-graduação concluída em Neuropsicologia Aplicada ao TEA; pós em TDAH e em Neuropsicologia em andamento. Mais de 2.000 pacientes atendidos: presencial em Barra do Garças/MT, online para todo o Brasil. Ex-coordenador de Saúde Mental do município.

O guia sai do mesmo lugar que o consultório: adultos que chegam dizendo a mesma frase: "eu sei o que fazer, eu só não faço".

O guia

Eu Sei o Que Fazer. Eu Só Não Começo.

  • Guia em PDF: 8 capítulos em 3 partes, leitura de ~40 minutos
  • As 7 situações do cotidiano, cada uma com a caixa "Para fazer hoje": uma ação de 2 minutos, no formato quando-então
  • A cola da geladeira: anexo imprimível com as 7 ações-âncora, para a parede decidir por você
  • O cartão do dia ruim: recortável, para quando nada funcionar
  • O roteiro honesto de quando (e como) procurar avaliação
R$ 97 R$ 47
Quero o guia

Acesso imediato após o pagamento · Pix ou cartão

Arrependimento em até 7 dias com reembolso integral, conforme o Art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, inclusive se você já tiver lido.

Perguntas que chegam antes da compra.

Preciso ter diagnóstico para ler?

Não. O guia foi escrito para quem suspeita e ainda não investigou, e também para quem já tem o diagnóstico e continua travando no cotidiano. Ele não exige nem fornece diagnóstico.

Já tenho diagnóstico de TDAH. Vai me servir?

O diagnóstico explica o mecanismo; ele não reorganiza a rotina sozinho. As Partes 1 e 2 são sobre o cotidiano, e funcionam igual com ou sem laudo na gaveta.

Substitui terapia ou avaliação?

Não. É material psicoeducativo. Se a leitura levantar a suspeita, o caminho é avaliação com profissional. O guia inclusive explica como ela funciona e o que esperar dela.

É para mim ou para o meu filho?

Este é para você, adulto. Para pais de crianças com dificuldade de regulação existe outro material, o "Meu Filho Não Consegue Esperar".

Como recebo?

PDF por e-mail, acesso imediato após a confirmação do pagamento. Leitura em qualquer aparelho.

E se eu me arrepender?

Reembolso integral em até 7 dias, sem justificativa, conforme o CDC. Basta responder o e-mail da compra.

E se a leitura confirmar a suspeita?

O guia organiza o cotidiano. Ele não responde "é TDAH ou não é": isso é trabalho de investigação clínica, caso a caso.

Se você quiser levar a hipótese a sério, a Triagem 360° é o passo seguinte: um protocolo de 16 blocos em que um psicólogo lê o seu caso e devolve um relatório por escrito em até 48 horas, inclusive quando a resposta é "não é hora de investigar".

Conhecer a Triagem 360°