Psicólogo Clínico · CRP 18/7362
TDAH TEA Neuropsicologia Avaliação clínica

No trabalho, você é quem resolve. Em casa, uma conta de quatro minutos está parada há onze dias.

Não é contradição. É o mesmo cérebro diante de dois sinais diferentes, e a diferença entre eles explica os onze dias.

+2.000
pacientes atendidos ao longo da carreira, no consultório e na rede pública
1ª sessão
a investigação já começa aqui, e você sai com o que fazer na semana
CRP 18/7362
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Juliano Carmo, Psicólogo Clínico
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Atendendo presencial e online
CRP 18/7362Registro ativo · CFP

Por que a conta fica onze dias na mesa

Você sabe que precisa pagar. Consegue até explicar por que é importante. O que não acontece é a partida. O problema do trabalho era maior e mais chato. E saiu no mesmo dia. A diferença entre os dois não é o tamanho. É o sinal. O do trabalho tinha prazo, tinha alguém esperando e tinha consequência à vista. A conta não tinha nada disso, até virar emergência.

O sistema que transforma intenção em ação responde melhor a prazo, cobrança e consequência visível do que a "isso é importante". É por isso que se chamar de relaxado nunca resolveu nada: culpa não é prazo.

E é por isso que agenda, aplicativo e lista de tarefas funcionam por três dias. Eles organizam o que fazer. Nenhum deles dá a partida.

A dificuldade não é de querer. É de começar, e são coisas diferentes.

Isso não é metáfora motivacional. É assim que boa parte da literatura clínica passou a entender o TDAH desde os anos 1990: menos como déficit de atenção, mais como dificuldade de autorregulação e de função executiva.

Função executiva é o conjunto de operações que inclui exatamente iniciar, sustentar e organizar a ação no tempo.

Referência Barkley, R. A. Behavioral inhibition, sustained attention, and executive functions: constructing a unifying theory of ADHD. Psychological Bulletin, 1997.

Nada disso quer dizer que você tem TDAH. Quer dizer que existe aqui uma pergunta clínica legítima, e que ela se investiga, não se resolve com mais esforço.

Talvez você reconheça

Onde mais isso costuma aparecer.

Uma coisa que quase ninguém diz em voz alta

Você não precisa estar mal o suficiente para investigar. Tem gente que não procura ninguém por achar o próprio caso leve demais para ocupar o lugar de quem está pior. Investigar não exige gravidade: exige só a dúvida.

Reconhecer-se em algum desses pontos não define diagnóstico, nem o seu, nem o do seu filho. Define que existe uma pergunta que vale a pena investigar.

Se você já sabe o nome

Esta parte é para você.

Talvez você já tenha o diagnóstico. Saiba os termos, reconheça cada padrão em você, tenha lido tudo sobre o assunto.

E siga exatamente igual.

Isso não é falha sua. Explicação, hoje, é o que mais se encontra. O que quase não existe é alguém olhando o seu caso e dizendo o que fazer na segunda-feira de manhã.

Entender é a metade fácil. A parte difícil é a conduta: o que ajustar primeiro, em que ordem, o que testar por duas semanas, o que abandonar porque não é para você.

Isso não se lê. Isso se acompanha.

Como funciona aqui

Aqui ninguém te pergunta como foi a semana.

A sessão comum começa assim: "e aí, como foi sua semana?". Parece inofensivo. Só que essa pergunta transfere para você a tarefa de reconstruir sete dias de memória. E memória de trabalho é parte da função executiva, justamente o que costuma estar afetado em quem procura ajuda por esse motivo.

O que acontece: você conta a última coisa, ou a pior. O resto some. O processo inteiro passa a rodar em cima de um relato que a própria dificuldade distorce.

Aqui isso não é problema seu, porque não é tarefa sua.

01

Sua semana fica registrada

Humor, ansiedade, sono e rotina acompanhados com instrumentos validados, entre eles o PHQ-9 e o GAD-7, na combinação que o seu caso pede. O que a sessão usa não depende do que você conseguir lembrar na hora.

02

A sessão começa pela leitura dela

Sem "por onde a gente estava mesmo?". Cada encontro parte de onde o anterior terminou.

03

Entre uma sessão e outra você não fica sem nada

Plano da semana e material de apoio escritos para o seu caso, não um PDF genérico.

04

A sessão tem 90 minutos, não 50

A sessão comum dura 50. Aqui são 90 minutos, porque ler o que a sua semana registrou e ainda trabalhar o que apareceu ali não cabe em cinquenta. O tempo a mais não é cortesia: é o que faz os três pontos acima acontecerem no mesmo encontro.

E a primeira sessão já é as duas coisas: investigação e atendimento. Você não passa três encontros preenchendo ficha antes de alguém dizer algo útil.

"Cada sessão começa com o que já está registrado da sua semana. Não tem o 'e aí, como foi?', tem ação desde o primeiro minuto."
JC Juliano CarmoPsicólogo · CRP 18/7362
O trabalho antes da sessão

Antes da primeira sessão, o seu caso já tem um mapa.

Ele sai de um questionário que você responde antes de entrar. Não é ficha de cadastro: é o que me deixa chegar já sabendo a sua história.

Quase toda terapia começa igual. As primeiras sessões são você contando a vida, e alguém do outro lado anotando. Você sai da terceira com a sensação de ter feito uma entrevista de emprego bem longa.

Não é má vontade de ninguém. É que a informação sobre você chega devagar, na ordem em que dá, e sem lugar para ficar.

01

O que você trouxe, e o que veio junto

De um lado, o que você escreveu que veio buscar. Do outro, o que apareceu nas respostas sem você chamar de problema. O que liga os dois fica marcado como hipótese até a sessão confirmar ou derrubar.

02

A sua família, em três gerações

Chama-se genograma, não é invenção minha, e serve para uma coisa: mostrar padrão onde a conversa mostra só episódio.

03

Com quem você conta de verdade

Onde você passa o tempo, o que te dá energia e o que te consome. Também tem nome: ecomapa.

04

A ordem das coisas

Quando cada uma aconteceu, e principalmente o que veio primeiro. Muita queixa muda de significado dependendo disso.

As quatro peças abaixo são de um caso fictício, criado para demonstrar o método. Não é paciente meu, nem versão disfarçada de um. História, família e datas foram inventadas do zero.

01 O que você trouxe, e o que veio junto
Mapa de hipóteses Exemplo fictício. Duas caixas ligadas ao centro por linha cheia: o que a pessoa disse que veio buscar, e o que apareceu nas respostas sem ela nomear. Entre as duas, uma linha tracejada marcada como hipótese a testar. hipótese O QUE VOCÊ DISSE Explode por besteira em casa O CASO O QUE APARECEU JUNTO Dorme 5 horas · bebe para desligar

Linha cheia é o que está documentado. Tracejada é hipótese, e fica marcada como hipótese até a sessão confirmar ou derrubar.

02 A sua família, em três gerações
Genograma Exemplo fictício. Três gerações. No topo os avós. No meio o pai, falecido, e a mãe. Embaixo o irmão e a pessoa atendida, casada, com dois filhos. pai mãe irmão você

Chama-se genograma. Serve para mostrar padrão onde a conversa mostra só episódio.

03 Com quem você conta de verdade
Ecomapa Exemplo fictício. No centro a pessoa. Em volta, o trabalho como vínculo forte e tenso, a família como vínculo forte, o grupo de corrida como vínculo rompido e o álcool como vínculo novo e crescente. VOCÊ TRABALHO não recusa nada FAMÍLIA vínculo forte EXERCÍCIO parou faz meses ÁLCOOL vínculo novo

A espessura do traço é a força do vínculo, e o tracejado é o que se perdeu. Onde você passa o tempo, e o que te consome.

04 A ordem das coisas
  1. há 2 anos Morre o pai
  2. há 8 meses Promovido a gestor
  3. sem data Insônia, álcool, parou de correr Vieram com a promoção, ou já vinham antes?
  4. hoje 1ª sessão

O que tem data é ponto. O que não tem é faixa, e não vira ponto por conveniência.

Na sessão, isso não vira relatório. Vira as perguntas certas, na hora certa.

O trabalho começa antes de você entrar na sala. O que você contou em março continua valendo em setembro porque está registrado, não porque alguém lembrou.

Sem promessa, só o que muda no processo

O que sai das suas costas.

O que fica com você

O manual que ninguém te entregou.

Quem descobre isso na vida adulta costuma dizer a mesma frase: "eu queria um manual de mim".

É basicamente o que a devolutiva é.

A investigação não é conversa solta. Ela usa instrumentos validados e escolhidos pelo que o seu caso pede: ASRS-18 para TDAH em adulto, AQ-10 para traços do espectro, e o que mais for necessário para separar o que costuma vir junto: ansiedade, humor, sono, regulação emocional, impulsividade.

Ao final você recebe, por escrito, uma leitura do seu caso: o que foi observado, como seu funcionamento se organiza, onde a partida trava, o que já foi tentado e por que não pegou, e o que fazer com isso, em ordem de prioridade.

Não é um laudo de meia página com uma sigla no fim. É o documento que fica com você.

Quando ele precisa valer fora do consultório, é escrito no formato que escola, plano de saúde e perícia pedem: com a fundamentação, os instrumentos utilizados e as recomendações que essas instituições exigem para conseguir analisar o pedido. É isso que o avaliador do outro lado precisa ler para poder decidir.

Se o seu caso envolve avaliação neuropsicológica no TEA, é a área da pós-graduação que concluí em 2026: a leitura neuropsicológica do autismo, do rastreio à devolutiva.

É o documento em si que você precisa? Se alguém te pediu um laudo para cirurgia bariátrica, escola, plano de saúde ou perícia, existe uma página só sobre isso, com o processo e o prazo de cada finalidade.
Dois jeitos de conduzir o mesmo atendimento

A diferença está em quem carrega a memória do processo.

Critério
Comum
Modelo mais comum
AquiMétodo
Como funciona aqui

A comparação é entre dois modos de organizar o trabalho, não entre profissionais. O modelo da esquerda é competente e é o que a maior parte da formação ensina. Ele só não foi desenhado para quem tem dificuldade justamente de lembrar, organizar e sustentar.

Fachada do consultório
Fachada
Recepção do consultório
Recepção
Sala de atendimento
Sala
Quem vai te atender

Método clínico e presença real.

Juliano Carmo, Psicólogo Clínico (CRP 18/7362). Atendo presencialmente em Barra do Garças/MT e online para todo o Brasil, com foco em adolescentes e adultos.

Mais de 2.000 pacientes ao longo da carreira, entre o consultório particular e a rede pública, onde fui coordenador de Saúde Mental do município. Foi lá que aprendi a diferença entre um caso difícil e um caso mal formulado.

Em 2026 concluí a pós-graduação em Neuropsicologia Aplicada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Curso atualmente pós-graduações em TDAH e em Neuropsicologia (Avaliação e Reabilitação).

O Método 360° nasceu de uma pergunta que me incomodava: como saber, sessão a sessão, se o paciente está de fato avançando, sem depender de ele lembrar?

O consultório fica na Av. Valdon Varjão, em Barra do Garças/MT, em frente à HAVAN.

CRP 18/7362 Pós-graduado em Neuropsicologia Aplicada ao TEA Presencial e online Documentos no padrão exigido
Sobre confiar em quem você não conhece

Não acredite em mim. Confira.

+2.000
pacientes, no consultório e na rede pública
5
anos de prática
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registro ativo
verificável
Antes de mandar mensagem

O que costuma passar pela cabeça.

Perguntas frequentes

O que costumam perguntar antes de começar.

Como começar

Você manda uma mensagem. Eu respondo pessoalmente, normalmente no mesmo dia. A gente conversa e vê se faz sentido marcar.

Sem contrato, sem compromisso, sem precisar decidir nada nessa hora. Os valores estão na agenda, com o que cada formato inclui; o que a conversa define é qual ritmo o seu caso pede. Sigilo garantido por lei (Código de Ética do CFP).

Sobre a agenda: acompanhar cada pessoa com registro semanal ocupa tempo fora da sessão, então o número de pacientes em acompanhamento é limitado por escolha. Fim de tarde, início da noite e sábado são os horários mais procurados.

A vontade nunca foi o problema.

Uma mensagem é o suficiente para começar. Eu respondo pessoalmente, normalmente no mesmo dia, e a gente vê juntos se faz sentido marcar. Sem compromisso e sem contrato.

Resposta direta Sigilo total Particular, sem convênio Presencial e online
P.S.

A conta continua em cima da mesa. Ela não está lá porque você é relaxado: está lá porque ninguém nunca olhou o seu funcionamento com método e te disse o que fazer com ele. A vontade nunca foi o problema.

Falar com o JulianoResposta direta, normalmente no mesmo dia
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